Andar de ônibus aqui pode ser uma experiência diferente mesmo porque você entra num tubo e espera ali como se fosse uma estação, por isso o nome "estação-tubo". O ônibus para automaticamente em todos os tubos da linha dele, então você não precisa puxar a cordinha nem nada e a cada estação tem uma gravação que anuncia a próxima estação, lembra o metrô, mas só um pouco porque, em primeiro lugar, nem todos os ônibus da cidade tem esse sistema de tubo, mas talvez a maioria, em segundo, porque, num mesmo lugar, podem ter vários tubos. Numa praça aqui perto, que nem é tao grande, tem quatro tubos, o que desfavorece a ideia de integração: de descer num tubo e ali mesmo esperar o próximo sem pagar uma nova passagem. Tem lugares que até dá pra imaginar que é pelo trânsito, mas, em vários outros, não.. é um tubo exatamente do lado do outro e pra ir de um tubo pra outro, você precisa pagar. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, tem um sistema que você faz integração pelo próprio cartão, o que é bem mais eficiente, porque a integraçao tem bem mais opções e custa menos que construir um tubo. Já ouvi dizer que o lance do tubo é também porque aqui chove muito e, de fato..chove.
No site da URBS, empresa de ônibus daqui, você tem como saber o horário dos ônibus, mas não de todos os tubos, só os principais como terminais de ônibus e tubos da região central. O que é um sistema legal porque você coloca o destino (pode ser rua e número, praça, shopping, hospital) e ele te dá todas as linhas que passam nesse lugar num raio de 500 metros. Você pode clicar em cada linha e nela aparecem as ruas por onde ela passa, se você conhece mais ou menos o local onde você vai pegar o ônibus, ajuda bastante. As linhas costumam seguir os horários que estão informados no site, mas não no horário de pico, até a frequência de ônibus altera: aqui perto tem um ônibus que atravessa a cidade e que passa de 5 em 5 minutos ou até menos, mas, no horário de pico, acontece de ficar um tempo sem vir e aí depois vir um atrás do outro - e nisso o tubo lotado - e mesmo essas linhas que têm uma frequencia boa são lotadíssimas, a gente até brinca que vem um onibus e você diz "não vou entrar, espero o próximo", mas aí o próximo vem lotado igual e o seguinte também e chega uma hora que você tem que saltar na galera mesmo. A porta fica na mesma altura do tubo e a gente diz que, conforme ela vai fechando, ela vai empurrando a galera dentro do ônibus. Nos tubos centrais não têm aqueles painéis com horário dos ônibus, só tem isso na linha aeroporto executivo, mas que é até de outra empresa.
Uma coisa boa é que me parece que aqui tem mais faixas exclusivas de ônibus que em outros lugares e elas são realmente exclusivas, muitas têm até um canteiro que divide e os motoristas respeitam. Em Curitiba não tem metrô, há um projeto pra ficar pronto em 2016. Alguns ônibus passam de madrugada, os madrugueiros, mas são em horários bem distantes, eu nunca peguei e quando falei de pegar sempre me diziam que era perigoso. Ah! Tem um ônibus aqui que é novidade, tava ate exposto na festa da uva: aqui tem várias linhas com ônibus biarticulados, agora tem um que anda com biocombustível e cabe mais pessoas, mas quando precisei pegá-lo, umas 7h30 da manhã, foi a mesma história de estar super lotado. A partir de umas 16h30 você já percebe os ônibus encherem e não tem meia passagem nem passe livre pra estudante e a passagem tá R$ 2,60.
Assim, pensando em familias mais pobres, principalmente, aqui tem vários terminais que são conectados com as ruas da cidadania, que você pode entrar e sair dela e depois voltar pro terminal. Tem uma guarita de entrada da rua da cidadania/saída do terminal e só tem acesso a ela quem tá no terminal, eles te dão um papel pra que você volte pro terminal. Nessas ruas da cidadanias têm os centros de referência de assistência social. A ideia é aproximar os serviços dos bairros, mas isso já é outra coisa.
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