quinta-feira, 22 de março de 2012

Thiago Guimarães Cobra, 22 anos, São Paulo





O transporte aqui é duro, você tem a sensação constante que ele está prestes a explodir. Ele opera no limite e qualquer falha tem uma repercussão grave em todos os outros segmentos do transporte, além de demorar a ser estabilizado. Eu uso transporte público todos os dias: pra ir e pra voltar da faculdade e duas vezes por semana à noite: pra ir e pra voltar do cursinho. Vou de ônibus pra faculdade, metrô pro cursinho e, eventualmente, metrô pra faculdade em dias que estou atrasado - porque as linhas de ônibus às vezes atrasam com o trânsito e com o metrô, esse risco diminui.

No metrô, você se cadastra e todo dia, em um mesmo horário eles te mandam sms falando como tá a situação da linha que você usa. Sobre os ônibus, nunca ouvi falar em um sistema assim. É difícil saber oficialmente o horários dos ônibus, mas você se acostuma com a hora que eles costumam passar, embora alguns (poucos) pontos tenham um painel eletronico que informa em quanto tempo vai chegar o ônibus de tal linha. Na faculdade tem um painel desses e funciona bem, mas são pouquissimos os pontos que possuem esses painéis. Na parada da minha casa, por exemplo, você nunca sabe quando vem o ônibus e a conexão da avenida Paulista com a Consolacao é muito longe, entao é ruim pegar um ônibus e trocar depois. Os ônibus também passam de madrugada, mas demoram bem mais. A passagem está custando R$3, R$1,50 pra estudante e com o cartão do bilhete único, é o mesmo valor, mas você pode pegar até três ônibus no período de duas horas.

Acho importante dizer também que a segurança do metrô é muito boa, eficiente contra assaltos e coisas do tipo, enquanto que nos ônibus todo mundo é furtado frequentemente. Além disso, ultimamente os ônibus têm quebrado demais.

Mapa das linhas de metrô da cidade de São Paulo

Foto tirada às 22h30

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